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terça-feira, 11 de abril de 2017


Ruas e avenidas ganharão semáforos em Vicente Pires

Para a implantação da sinalização foram realizados estudos e análise de impacto de trânsito na região, além da manutenção da iluminação pública, reparos de meios-fios e adequação de faixas de retenção



 As principais avenidas e Ruas de Vicente Pires ganharão semáforos a partir da próxima semana.  Após anos de discussão entre comunidade, comerciantes e órgãos do Governo de Brasília, a iniciativa finalmente será colocada em prática. Após estudos técnicos e reuniões realizadas com diversos segmentos da sociedade, a mudança será implantada atendendo reivindicações dos moradores.  Cerca de 8 semáforos serão implantados nas principais Ruas e Avenidas da cidade.  

Com cerca de 50 mil veículos circulando diariamente pela região, o administrador interino de Vicente Pires Júlio Menegotto, explica que a implantação dos semáforos visa dar mais fluidez ao trânsito, garantido maior mobilidade para motoristas e pedestres. “Após um minucioso estudo, que contou com a participação de representantes da comunidade, dos comerciantes e técnicos do Detran, estamos trazendo melhorias para o trânsito da cidade, principalmente nos horários de rush. Além disso, com o desenvolvimento da região, as avenidas precisam dos semáforos para garantir a segurança de motoristas e pedestres”, explica o administrador.

Para o Chefe de Engenharia de Trânsito do Detran Higino Cardoso, a implantação semáforica na região será provisória até que seja feito outro estudo de impacto de trânsito. “Depois de instalados os semáforos começa outra etapa de adequação, ajustes e elaboração de relatórios de fluxo. Depois de feita toda essa etapa, os semáforos definitivos serão implantados nos locais estratégicos da cidade”. Explica Higino.

Com a mudança agentes do Detran também se preparam para a nova programação. Eles vão orientar a comunidade alertando pedestres e motoristas e acompanhar o impacto do trânsito na região com as novas medidas .

Locais que receberão implantação provisória dos semáforos

Rua 08 com a Rua 05, em frente ao BRB
Rua 07 com a Rua 08
Rua 4A , em frente à Administração Regional
Rua 04 com a Rua 4A, em frente ao SuperBom
Rua 04 com a 4C

terça-feira, 21 de março de 2017

Governador vistoria danos a ruas de Vicente Pires

Chuva forte dos últimos dias tem dificultado intervenções como recapeamento do asfalto e recolhimento de entulho

Em razão das fortes chuvas de segunda-feira (20), o governo de Brasília fez vistoria, nesta terça-feira (21), nas Ruas 3 e 10 de Vicente Pires. O objetivo foi avaliar os danos nas duas áreas, que passam por obras de recapeamento, para adoção de providências.
O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, percorre local atingindo com o administrador interino de Vicente Pires, Júlio Menegotto.
O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, e o 
administrador interino de Vicente Pires, Júlio Menegotto. 
Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília
Com a força das águas, a cobertura asfáltica — que estava em execução — se rompeu e se acumulou nas margens das pistas. Assim, a recuperação dos estragos ocorrerá simultaneamente às intervenções que já estavam em andamento.
O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, percorreu os locais atingidos, acompanhado do secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Antônio Coimbra, e do administrador regional interino de Vicente Pires, Júlio Menegotto.
As Ruas 3 e 10 ficam na Gleba 2. Elas recebem serviços emergenciais porque os definitivos demandam a abertura de valas profundas.
"Nós só vamos

conseguir resolver definitivamente esse problema quando concluirmos a obra já iniciada e contratada de drenagem"Rodrigo Rollemberg, governador de Brasília
Esse procedimento só pode ocorrer no período de estiagem. “A Novacap tem feito serviço emergencial que, muitas vezes, é prejudicado em função de uma chuva forte no fim do dia”, observou o governador. “Nós só vamos conseguir resolver definitivamente esse problema quando concluirmos a obra já iniciada e contratada de drenagem de Vicente Pires”, explicou.
A revitalização inclui ações como limpeza de ruas, recolhimento de entulho e desobstrução de bocas de lobo. Elas foram intensificadas desde a quinta-feira (16), por meio de parceria entre a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e a Administração Regional de Vicente Pires.
Cinco equipes atuam no recapeamento na cidade. Além disso, 35 toneladas de lixo e entulho foram recolhidas desde o início da operação.
A Novacap cedeu equipamentos como máquina patrola, uma pá mecânica, seis caminhões-caçamba com capacidade de 13 toneladas, três retroescavadeiras e três miniescavadeiras com fresadoras e vassouras.
EDIÇÃO: VANNILDO MENDES

sexta-feira, 17 de março de 2017

17/3/17  

Governo se mobiliza para recuperar Vicente Pires após temporal

Rollemberg coordenou, na manhã de sexta-feira (17), uma vistoria pela região, com foco na Rua 3, a mais afetada pela forte chuva de quinta-feira (16).

Cerca de 200 pessoas do governo de Brasília estão envolvidas na recuperação de Vicente Pires após o temporal que atingiu a região na tarde de quinta-feira (16). Desde as primeiras horas de sexta (17), vários órgãos começaram a encaminhar pessoal e estrutura para atuar na cidade.
Rollemberg coordenou, na manhã desta sexta-feira (17), uma vistoria pela região, com foco na Rua 3, a mais afetada pela forte chuva de ontem (16)
Rollemberg coordenou, na manhã de sexta-feira (17), uma vistoria em
          Vicente Pires, com foco na Rua 3, a mais afetada 
                  pela forte chuva de quinta-feira (16).
 Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília
Entre os trabalhos a serem feitos está a remoção dos entulhos carregados pela chuva, o desentupimento de bocas de lobo e o recapeamento do asfalto.
Nesta manhã, a força-tarefa contou com a presença do governador Rodrigo Rollemberg, que avaliou de perto a situação. “Esse trecho recebeu um volume de água muito grande, e a falta de drenagem e escoamento adequados ocasionou descolamento da capa asfáltica e alagamento de vias”, sintetizou.
Uma das pessoas atingidas pela forte chuva, o bombeiro militar Rogério Campos, de 40 anos, estava em casa por volta das 15h30 de quinta-feira, quando ouviu um forte estrondo e percebeu que se tratava do muro da própria casa. “Sempre quando chove forte, a intensidade da água é enorme”, ressaltou.

Órgãos envolvidos na recuperação de Vicente Pires após o temporal

A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) prevê encaminhar 50 veículos, entre caminhões e tratores, e o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) deslocou 12 garis para o local.
A força-tarefa conta ainda com reeducandos do sistema prisional, cedidos à Administração Regional de Vicente Pires e à Secretaria das Cidades pela Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap-DF).
Outros órgãos envolvidos são a Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil, vinculada à Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, e o Departamento de Trânsito.
Segundo ele, os principais registros são quedas de muros. Quatro casas na Rua 3 foram afetadas, assim como outras duas na Vila São José. “Muitas dessas edificações foram feitas sem a orientação de um profissional qualificado, o que propiciou a queda.”Um trabalho importante é avaliar as condições das edificações, conforme explica o major do Corpo de Bombeiros Sinfrônio Lopes, coordenador de Operações da Defesa Civil.


Paralelamente a isso, o militar recomenda: “as pessoas precisam desligar pontos de eletricidade para evitar choques e se abrigar em caso de nova tempestade”. 
Obras em Vicente Pires
Sobre a Rua 3, a que mais teve problemas com o temporal, Rollemberg destacou que ela recebeu diretamente o volume de água de, pelo menos, outras três vias. E que o perímetro passará por obras de drenagem. “Vamos aproveitar o período de seca para entrar com o trabalho aqui”, destacou.
Toda a rede de Vicente Pires está prevista para ser concluída em dois anos. “Por não se tratar de uma cidade planejada, não está preparada para essa grande quantidade de água”, acrescentou o governador.
DE ACORDO COM O SECRETÁRIO DE INFRAESTRUTURA E SERVIÇOS PÚBLICOS, ANTÔNIO COIMBRA, MUITAS OBRAS NO LOCAL AINDA NÃO PUDERAM SER FEITAS PORQUE SERIA AINDA MAIS PERIGOSO DURANTE A ÉPOCA CHUVOSA.
Além disso, Coimbra ressaltou que as Glebas 2 e 4 não tiveram as obras iniciadas em virtude de o licenciamento ambiental ter sido dado somente em dezembro do ano passado. Já as Glebas 1 e 3 seguem normalmente com os trabalhos de drenagem e pavimentação.
EDIÇÃO : marina mercante

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Ações de melhorias percorrem por toda Vicente Pires

Vários órgãos estão mobilizados na cidade para revitalização das vias, como sinalização e operação tapa buraco


 A região de Vicente Pires tem recebido várias ações de melhorias em diversos setores da cidade, como podas de árvores, manutenção de vias, sinalização vertical e horizontal, pintura de meios fios entre outros serviços.

A manutenção de vias tem sido realizada pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) em parceria com a Administração Regional. “As equipes têm realizado a operação tapa buraco primeiramente nas vias principais e depois nas secundárias. Os conjuntos também receberão a manutenção”, destaca Júlio Menegotto, administrador interino. As Ruas 3, 4B, 5 e 10 já receberam o serviço.

Em outra ação, em parceria com o Departamento de Trânsito, a cidade de Vicente Pires tem ganhado uma nova sinalização horizontal (faixas de pedestres) e vertical (placas de trânsito) de várias ruas, além da pintura dos quebra molas e colocação de tachões em ruas e rotatórias. “A intenção é de facilitar, cada vez mais, a mobilidade urbana na região e atender as principais demandas da comunidade”, pontua Menegotto.

O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) também está em Vicente Pires realizando a pintura de meios fios. A Companhia Energética de Brasília (CEB) instalou 23 braços de iluminação na Rua 1B, próximo ao Jockey. A Novacap também realizou a revitalização do balão de um dos quatros acessos da região com o plantio de grama, palmeiras e arbustos. “A ideia é revitalizar todas as entradas da cidade”, afirma o administrador interino.

A meta é melhorar trechos comprometidos do asfalto para melhorar o trânsito. “As obras de drenagem pluvial e pavimentação da Rua 3 em Vicente Pires devem começar em breve levando mais qualidade de vida aos moradores da região”, concluiu 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

ProUni oferece 214 mil bolsas no primeiro semestre; inscrições começam na terça

  • Heloisa Cristaldo - Repórter da Agência Brasil
As inscrições para o processo seletivo do Programa Universidade para Todos (ProUni) serão abertas à 0h de terça-feira (31). Ao todo, serão oferecidas 214.110 bolsas de estudos no primeiro semestre deste ano. O período de inscrições se encerrará às 23h59 (horário de Brasília) de 3 de fevereiro. Segundo o Ministério da Educação (MEC), essa é a maior oferta de vagas desde a criação do programa.
Do total de bolsas ofertadas, 103.719 são integrais e 110.391, parciais – o governo federal cobre 50% da mensalidade. As inscrições devem ser feitas na página eletrônica do programa. O candidato deve informar o número de inscrição e a senha usados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2016. É possível escolher até duas opções de curso, por ordem de preferência.
ProUni
Criado em 2004, o programa oferece bolsa de estudo integral ou parcial (50% da mensalidade) em instituições particulares de educação superior, em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, a estudantes brasileiros sem diploma de nível superior. O programa é dirigido a egressos do ensino médio da rede pública ou da rede particular, na condição de bolsistas integrais.
O estudante precisa comprovar renda familiar, por pessoa, de até um salário mínimo e meio para a bolsa integral e de até três salários mínimos para a parcial. A seleção ocorre duas vezes por ano.
Edição: Juliana Andrade

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017


Setor de serviços no DF abriu 18 mil postos de trabalho em dezembro

Comércio ganhou 11 mil novas ocupações, mas construção civil perdeu 7 mil. Desemprego se manteve estável, com 18,6% em relação a novembro

O setor de serviços do Distrito Federal abriu 18 mil novos postos de trabalho em dezembro de 2016. No comércio, foram 11 mil novas ocupações. Em menor quantidade, a construção civil e a indústria de transformação tiveram redução de postos, de 7 mil e de 3 mil, respectivamente. Em relação a novembro, o desemprego fechou o ano passado relativamente estável — passou de 18,5% para 18,6%.

O setor de serviços do Distrito Federal abriu 18 mil novos postos de trabalho em dezembro de 2016. No comércio, foram 11 mil novas ocupações.
O setor de serviços do Distrito Federal abriu 18 mil novos postos 
de trabalho em dezembro de 2016. No comércio, foram 11 mil 
novas ocupações.
 Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília- 
O cenário de novos postos de trabalho, quando comparado com o mesmo período de 2015, também é de melhora. De dezembro de 2015 a dezembro de 2016, o acréscimo foi de 31 mil postos  trabalho.
No setor privado, houve aumento no número de trabalhadores com carteira assinada. Isso vale tanto na comparação de novembro com dezembro — com a inserção de mais 17 mil assalariados — quanto dos últimos 12 meses, em que o aumento foi de 12 mil.
O levantamento é feito pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), pela Secretaria do Trabalho e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados do governo de São Paulo.Esses pontos, no entanto, não foram suficientes para diminuir o desemprego em Brasília diante da pressão no mercado de trabalho. Em dezembro de 2016, registrou-se a entrada de 24 mil pessoas. Em relação ao mesmo mês de 2015, incorporaram-se 114 mil ao mercado de trabalho local. Até o fim de 2016, a pesquisa estimou o número total de desempregados no DF em 302 mil.


Justiça restabelece reajuste das passagens do transporte público no DF

TJDFT considerou inconstitucional decreto legislativo que havia impedido o aumento das tarifas. Governador de Brasília recebeu a notícia “com serenidade e sem surpresa”

O reajuste das passagens do transporte público de Brasília, que tinha sido sustado pela Câmara Legislativa, está mantido. Na terça-feira (24), o Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), formado por 21 desembargadores, decidiu — por 15 votos a 6 — pela inconstitucionalidade do Decreto Legislativo nº 2.115, de 2017.
O governador Rodrigo Rollemberg.
O governador Rodrigo Rollemberg. Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília
Apesar dos argumentos em contrário dos deputados distritais, como uma suposta falta de transparência, a maioria dos desembargadores entendeu que o governador não extrapolou suas competências. Ou seja, que o aumento pode ser feito pelo chefe do Executivo.
O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, adiantou que o fim de semana será o momento adequado para fazer o reajuste. “Nós recebemos a decisão do TJDFT com serenidade e sem surpresa”, disse em coletiva de imprensa no Palácio do Buriti. “Na semana que vem já devem vigorar os novos preços, que o governo reajustou por absoluta necessidade para a manutenção do equilíbrio do sistema de transporte público do DF.”

Governador não extrapolou sua função ao reajustar as tarifas

O relator da matéria, desembargador Getúlio de Moraes Oliveira, entendeu que o governador não extrapolou sua função. “Qualquer questionamento deveria ter sido feito via decisão judicial ou pelo Tribunal de Contas, não por decreto legislativo”, disse. O posicionamento dele foi seguido por outros 14 magistrados.
                                                                   A desembargadora Simone Costa Ferreira reforçou o discurso de que o decreto legislativo só deve servir para sustar decisões que exorbitem a função do Executivo. “O estado democrático de direito tem como um de seus pilares a separação dos poderes. Usar o decreto legislativo para fazer controle de conveniência dos atos do Poder Executivo fere frontalmente esse princípio”, argumentou.
A decisão do Judiciário faz as passagens voltarem ao preço reajustado em 2 de janeiro. “A Câmara Legislativa exorbitou de sua função, e esse foi o entendimento da maioria bastante significativa dos desembargadores”, disse o consultor jurídico do Distrito Federal, René Rocha Filho.
Para questionar a decisão dos parlamentares e sustar o efeito do decreto legislativo, 
"Continuamos abertos ao diálogo. Se a Câmara apontar fontes de receita concretas, palpáveis, que permitam a redução do valor das tarifas, nós o faremos"Governador Rodrigo Rollemberg
do TJDFT, as passagens de R$ 2,25 voltam a custar R$ 2,50, nas linhas circulares internas; as de R$ 3 passam para R$ 3,50, nas de ligação curta; e as de R$ 4 vão para R$ 5, nas viagens de longa distância, integração e metrô.
“Continuamos abertos ao diálogo. Se a Câmara apontar fontes de receita concretas, palpáveis, que permitam a redução do valor das tarifas, nós o faremos”, reiterou o    governador de Brasília.
De acordo com a Secretaria de Mobilidade, o reajuste é necessário para acompanhar a elevação de custos do sistema e manter as gratuidades para estudantes e pessoas com deficiência.

Aumento poderá trazer economia de R$ 180 milhões

A intenção do Executivo com o aumento é reduzir o gasto com a tarifa técnica — diferença bancada pelo governo entre o preço real do bilhete e o repassado ao usuário, que custou R$ 241,9 milhões aos cofres públicos em 2016. Além disso, o Estado arcou com R$ 396,2 milhões com as gratuidades para estudantes, idosos e pessoas com deficiência. As projeções indicam que o reajuste pode trazer uma economia de R$ 180 milhões em 2017.
Em 10 de janeiro, o governo anunciou que o transporte público do DF passará por uma avaliação criteriosa. Um dos objetivos é revisar o mecanismo de bilhetagem automática para inibir possíveis fraudes que causam prejuízos ao sistema.
EDIÇÃO: RAQUEL FLORES

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

MEIO AMBIENTEATUALIZADO EM 18/1/17 ÀS 22:30

Entenda o racionamento de água no Distrito Federal

O site da Caesb detalha os dias em que cada área será atingida. Veja algumas das principais questões relacionadas ao revezamento

O racionamento de água por sistema de rodízio que será feito em 14 regiões administrativas abastecidas pela Barragem do Descoberto (veja a arte) entrou no terceiro dia e já atingiu parte de Ceilândia, Recanto das Emas, Riacho Fundo II, Vicente Pires, Colônia Agrícola Samambaia, Vila São José, Jóquei, Santa Maria, DVO, Sítio do Gama, Polo JK e Residencial Santa Maria. A rede está em fase de religação e de estabilização do sistema nesses lugares. Nesta quarta-feira (18), a interrupção ocorreu no Gama.
No site da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) é possível ver a ordem do revezamento. Um quadro detalha os dias em que cada área será atingida. As células em vermelho indicam a interrupção; em amarelo, o restabelecimento; e em verde, o fornecimento normal.
Sistemas de abastecimento de água do DF
A partir de 30 de janeiro, a Caesb vai diminuir a pressão da rede nas regiões abastecidas pelo Sistema Torto/Santa Maria (nomes na área amarela da arte). Até lá, a companhia informa que fará testes e regulagens de válvulas na área. Ambas as medidas estão previstas na Resolução nº 20, de novembro de 2016, da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa-DF).

ENTENDA O RACIONAMENTO

Por que o racionamento não é feito em todo o Distrito Federal?
O rodízio só ocorre em regiões abastecidas pelo reservatório da Barragem do Descoberto, que está com o nível de sua capacidade abaixo de 20%. No ano passado, a Caesb fez a redução de pressão e depois, por dez dias, rodízio de abastecimento nas áreas supridas pelos sistemas de águas isoladas (Brazlândia, Sobradinho e Sobradinho II, Planaltina e São Sebastião). Já o reservatório de Santa Maria ainda está com cerca de 40% de seu volume útil. Mesmo assim, serão tomadas medidas no sistema do qual ele faz parte para que haja redução do consumo.

Por que não é aconselhável estocar água neste período?
Segundo a Caesb, estocar água pode aumentar o desperdício. Além disso, caso os recipientes fiquem abertos, tornam-se ambiente propício para a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, da febre ckikungunya, do zika vírus e da febre amarela.

Por que é importante manter a caixa d’água limpa?
É necessário verificar a boia, que precisa estar nova e limpa. Sem abastecimento, o volume de água descerá, e, com a caixa vazia e suja, quando a Caesb religar a rede, a sujeira subirá e a água para consumo não terá qualidade.

LEIA T

Quando terminará o rodízio?
A ideia do regime de racionamento é economizar água para manter os níveis do reservatório para o período de seca. Por isso, o governo de Brasília ainda não estabeleceu uma data final.

Quais são os principais motivos da crise hídrica?
A Bacia do Alto Descoberto tem registrado, historicamente, um volume de chuvas de 669 milímetros de setembro a dezembro. No mesmo período do ano passado, esse número não ultrapassou os 520 milímetros. Outro agravante foi o fato de que, nos primeiros nove dias de janeiro, houve volume de chuvas de 5,5 milímetros, que corresponde a 2,27% da média histórica para o mês — 240 milímetros.

O aumento no consumo foi outro ponto determinante para a atual situação hídrica do DF, somado ao baixo investimento em obras estruturantes, principalmente as voltadas para novas captações de água. Nos últimos seis anos, o consumo subiu na ordem de 16% per capita.
O que tem sido feito pelo governo para contornar o problema?
Em novembro de 2016, o governo de Brasília deu início às obras da represa do Bananal, que deve ficar pronta em um ano e levará água para moradores do Plano Piloto, do Cruzeiro e do Lago Norte — 170 mil pessoas. Com capacidade de vazão de 726 litros por segundo, a bacia desafogará o Reservatório de Santa Maria.
Outra obra em curso para dar mais tranquilidade ao abastecimento de Brasília é a construção de sistema de captação e distribuição de água na Barragem de Corumbá 4, próximo a Luziânia (GO). Com investimentos do DF, de Goiás e do governo federal, a previsão é que o reforço fique pronto em 2018.
A Caesb ainda tem um projeto — que está licitado, mas aguarda a liberação de recursos da União para o início das obras — para captar, armazenar, tratar e distribuir água do Lago Paranoá. É o Sistema Paranoá, que atenderá cerca de 600 mil moradores do Paranoá, de São Sebastião, do Lago Norte, de Sobradinho, de Sobradinho II, dos condomínios do Grande Colorado e de Planaltina.
EDIÇÃO: RAQUEL FLORES

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017



ALERTA


Rodízio no fornecimento de água da Barragem do Descoberto se inicia na segunda-feira (16)

Medida visa preparar a população para o período de seca e ocorre após as chuvas não chegarem nos níveis esperados. Presidente da Caesb, Maurício Luduvice, participou do anúncio nesta quinta-feira (12)




O presidente da Caesb, Maurício Luduvice, anunciou as medidas para a preservação dos níveis da Barragem do Descoberto nesta quinta-feira (12)
O presidente da Caesb, Maurício Luduvice, anunciou as
 medidas para a preservação dos níveis da Barragem do
              Descoberto nesta quinta-feira (12).
 Foto: Tony Winston/Agência Brasília



As regiões administrativas abastecidas pela Barragem do Descoberto passarão por rodízio no fornecimento de água a partir de segunda-feira (16). As primeiras serão Ceilândia, Recanto das Emas e Riacho Fundo II. O nível do reservatório abaixo de 20% e o índice pluviométrico menor do que o esperado em dezembro e janeiro levaram a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa-DF) e a Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb) a adotar a medida para assegurar capacidade hídrica para o próximo período de seca na cidade. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (12), em entrevista coletiva.
O rodízio ocorrerá em um ciclo de um dia sem abastecimento (a partir das 8 horas), dois dias para religar e estabilizar o sistema e três de situação normalizada. As áreas afetadas são Águas Claras, Candangolândia, Ceilândia, Gama, Guará, Núcleo Bandeirante, Park Way, Recanto das Emas, Riacho Fundo I, Riacho Fundo II, Santa Maria, Samambaia, Taguatinga e Vicente Pires (veja lista abaixo). Cerca de 1,8 milhão de pessoas serão atingidas pela medida.
Não é de agora que se estuda a alternância no fornecimento de água. A possibilidade já havia sido ventilada em novembro de 2016, quando o nível da água do Descoberto esteve abaixo dos 20% pela primeira vez e a Adasa publicou a Resolução nº 20, para estabelecer o regime de racionamento. Foi uma das oito publicadas pela agência reguladora desde a percepção da escassez hídrica.
Na ocasião, optou-se por esperar as chuvas, mas não foi suficiente. Na manhã desta quinta-feira (12), o volume na Bacia do Descoberto estava em 18,94%. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a média histórica do índice pluviométrico no DF em janeiro é de 225 milímetros (mm). Em 2017, a marca dos dez primeiros dias do ano é de 19 mm, ou seja, menos de 10% do registrado ao longo dos anos. Em visita ao Inmet na quarta-feira (11), o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, ouviu a explicação sobre o bloqueio atmosférico que impede que as precipitações cheguem ao DF.
Sistemas de abastecimento de água do DF


Regiões abastecidas pelo Santa Maria terão pressão da água reduzida

Assim como ocorreu com as regiões abastecidas pelo Descoberto em novembro, as que têm abastecimento hídrico pelo reservatório de Santa Maria terão a pressão da água reduzida. A medida começa em 30 de janeiro. Como o reservatório está em torno de 40% (41,22% na manhã de hoje), ainda não será feito rodízio de fornecimento de água.
“Reduzimos a captação de 5,1 mil litros por segundo para 4,4 mil litros por segundo com a redução de pressão. Com o rodízio de fornecimento, o objetivo é diminuir em mais 10%, para garantirmos a preservação dos níveis da Barragem do Descoberto no período de seca”, explicou o presidente da Caesb, Maurício Luduvice.
As medidas seguem um conjunto de ações para amenizar a crise hídrica, a exemplo da cobrança de tarifa de contingência sobre a conta de consumo, a restrição no horário para captação por caminhões-pipa e a orientação para estabelecimentos como lava a jato.

Construções de outros sistemas captadores de água

Em novembro, o governo de Brasília deu início às obras da represa do Bananal. A novidade vai custar aos cofres públicos cerca de R$ 20 milhões e deve ficar pronta em um ano. O Bananal levará água para moradores do Plano Piloto, do Cruzeiro e do Lago Norte — 170 mil ao todo. Com capacidade de vazão de 726 litros por segundo, a bacia desafogará o reservatório de Santa Maria, responsável pelo abastecimento dessas três regiões administrativas. É a primeira grande obra para melhorar o abastecimento no DF em 16 anos.
Além do subsistema do Bananal, outra obra em curso para dar mais tranquilidade ao abastecimento de Brasília é a construção de sistema de captação e distribuição de água na barragem de Corumbá IV, próximo a Luziânia (GO), que conta com investimentos do DF, de Goiás e do governo federal. A previsão é que o aquífero fique pronto em 2018. A água captada nele servirá a brasilienses e goianos.
A Caesb ainda tem um projeto para captar, armazenar, tratar e distribuir água do Lago Paranoá, que está licitado, mas aguarda a liberação de recursos da União para o início das obras. Quando ficar pronto, o Sistema Paranoá atenderá cerca de 600 mil moradores do Paranoá, de São Sebastião, do Lago Norte, de Sobradinho, de Sobradinho II, dos condomínios do Grande Colorado e de Planaltina.
Primeiro ciclo do rodízio no fornecimento de água
16 de janeiro (segunda-feira)
Interrupção: Ceilândia Oeste, Recanto das Emas e Riacho Fundo II

17 de janeiro (terça-feira)
Interrupção: Vicente Pires, Colônia Agrícola Samambaia, Vila São José, Jóquei, Santa Maria, DVO, Sítio do Gama, Polo JK e Residencial Santa Maria
Religação e estabilização: Ceilândia Oeste, Recanto das Emas e Riacho Fundo II

18 de janeiro (quarta-feira)
Interrupção: Gama
Religação e estabilização: Vicente Pires, Colônia Agrícola Samambaia, Vila São José, Jóquei, Santa Maria, DVO, Sítio do Gama, Polo JK, Residencial Santa Maria, Ceilândia Oeste, Recanto das Emas e Riacho Fundo II

19 de janeiro (quinta-feira)
Interrupção: Águas Claras (zona baixa), Park Way, Núcleo Bandeirante, C.A. IAPI, Candangolândia, Setor de Postos e Motéis e Metropolitana, Vila Cauhy, Vargem Bonita, Ceilândia Leste e Samambaia
Religação e estabilização: Gama, Vicente Pires, Colônia Agrícola Samambaia, Vila São José, Jóquei, Santa Maria, DVO, Sítio do Gama, Polo JK e Residencial Santa Maria

20 de janeiro (sexta-feira)
Interrupção: Guará I e II, Polo de Modas, CABS, Lúcio Costa, SQB, CAAC, Taguatinga Sul, Arniqueiras, Areal e Riacho Fundo I
Religação e estabilização: Águas Claras (zona baixa), Park Way, Núcleo Bandeirante, C.A. IAPI, Candangolândia, Setor de Postos e Motéis e Metropolitana, Vila Cauhy, Vargem Bonita, Ceilândia Leste, Samambaia e Gama

21 de janeiro (sábado)
Interrupção: Águas Claras (zona alta), Concessionárias e Taguatinga Norte
Religação e estabilização: Guará I e II, Polo de Modas, CABS, Lúcio Costa, SQB, CAAC, Taguatinga Sul, Arniqueiras, Areal, Riacho Fundo I, Águas Claras (zona baixa), Park Way, Núcleo Bandeirante, C.A. IAPI, Candangolândia, Setor de Postos e Motéis e Metropolitana, Vila Cauhy, Vargem Bonita, Ceilândia Leste e Samambaia

22 de janeiro (domingo)
Interrupção: Ceilândia Oeste, Recanto das Emas e Riacho Fundo II
Religação e estabilização: Águas Claras (zona alta), Concessionárias, Taguatinga Norte, Guará I e II, Polo de Modas, CABS, Lúcio Costa, SQB, CAAC, Taguatinga Sul, Arniqueiras, Areal e Riacho Fundo 
EDIÇÃO: MARINA MERCANTE